sábado, 14 de maio de 2011

Reator 1, mais de 4mil toneladas de água desapareceram..

No Reator 1, a situação da operação de encher a contenção com água está difícil... mais de 4mil toneladas de água desapareceram.

Na unidade 1 da Usina nuclear Dai-ichi de Fukushima, onde os trabalhos de recuperação estavam mais adiantados para a convergência do acidente, foi comprovado que hove o [derretimento do núcleo (Meltdown)] e uma grande quantidade de combustível derretido está acumulado no fundo da contenção (vide estrutura de um reator nuclear )
Lá estão acontecendo uma série de problemas, um atrás do outro, que requer a revisão do cronograma de trabalho de recuperação/estabilização da usina.

Traçando os antecedentes do acidente para saber porquê, depois de passados 2 meses do acidente, foram descobertos problemas inesperados como estes.

Derretimento do núcleo (Meltdown)
“Não pensamos nesta hipótese (o derretimento total do núcleo). Fomos muito otimistas no reconhecimento.”
Na coletiva para imprensa realizada no dia 13 no Gabinete de prevenção integrado Governo/Tepco, o Assessor do Primeiro-Ministro, Goshi Hosono admitiu que foram muito otimistas quanto as perspectivas.
As unidades  1 a 3 da Usina Dai-ichi de Fukushima perdeu as funções de resfriamento durante o grande terremoto que assolou a costa leste do Japão e os combustíveis que deveriam estar submersos na água, estavam expostas.
A Tepco tem dado continuidade ao trabalho de bombeamento da água, desesperadamente, e presumia que “parte do combustível estivesse derretido, mas que não havia chegado ao ponto de derretimento do núcleo (meltdown)".  A Agência de Segurança Nuclear do Ministério da Economia, Comércio e Insdústrias também tinha uma visão semelhante e o cronograma de trabalho apresentado pela Tepco no dia 17 do mês passado para a estabilização do reator, era um plano que considerava esta hipótese. Por isso mesmo, o derretimento do núcleo descoberto ou confirmado no dia 12 causou um grande impacto sobre as partes interessadas. Principalmente porque achavam que o trabalho de bombeamento da água para encher a contenção estavam indo bem.
A realidade era outra. O derretimento do núcleo foi descoberto quando os medidores do nível de água foram consertados e ajustados pelos funcionários que entraram no edifício do reator. O nível da água dentro do vaso de pressão (com 19m de altura) tinha no máximo 4m de água a partir do fundo.
O combustível derretido deve ter escapado pelos buracos e frestas do vaso de pressão que está com o fundo destruído.
O nível da água na parte da contenção também está abaixo do que foi presumido e pelo menos 4.000 toneladas de água, das 10.000 toneladas de água que foram bombeadas para dentro da contenção “desapareceram”.

Água desaparecida
Porque demoraram a descobrir o problema.
Pelo fato de haver diferença na pressão do vaso de pressão e a da contenção, antes de ajustar o medidor de nível da água, a Tepco presumia que [não havia danos na contenção e que a contenção estava sendo enchido com água].
Porém estavam sendo muito otimistas. Por mais que a radiação elevada dentro do edifício do reator estivessem impedindo o ajuste do medidor de nível da água, não deram importância aos números que praticamente não estavam variando desde quando aconteceu o acidente. Quando salientaram sobre a possibilidade de defeito no medidor e derretimento do núcleo, a Tepco comentou que “após o ajuste dos medidores, previam a redução do nível de água, mas que a redução foi significantemente maior”.
O destino da água desaparecida também requer atenção. Pois há possibilidade da água contaminada com alto teor de material radioativo vazar para fora através dos furos no vaso de pressão. O lugar mais suspeito de que a água estejam retidos, é no subsolo do edifício do reator. Pois quando o funcionário tentou descer a escada, não conseguiu prosseguir por causa de alta radiação.




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